sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Tempo de aprender

A mãe continua no hospital. E eu continuo aprendendo. Esta semana, o aprendizado foi de como se trata com o complexo sistema que é um hospital. Tudo é documentado, setorizado, departamentalizado, e isso acaba gerando uma série de inconvenientes, como em qualquer estrutura humana de grandes proporções e complexidade. O problema surge na medida em que, em outras organizações o atraso e a negligência são mais toleráveis, mas num hospital não. O hospital lida com vidas humanas, e a saúde de que dependem estas vidas não pode aceitar a incapacidade, seja ela individual ou sistêmica. Fiz essa premissa para explicar que precisei aprender, depois de sofrer na prática, com essa incapacidade sistêmica, a impor a minha vontade de cliente sobre o sistema hospital. A mãe precisava de uma avaliação na quarta-feira passada, pois havia a suspeita de que estaria aspirando para o pulmão o alimento que ingeria. O médico então disse que uma fonoaudióloga, do hospital, deveria avaliar a mãe, isso na quarta-feira. Essa profissional não apareceu e tampouco deu qualquer satisfação até a terça-feira da semana seguinte, ou seja, 6 dias por uma avaliação. Quando questionada sobre a demora, ela disse que só soube na sexta-feira, dia 4 de setembro, que deveria avaliar a minha mãe. Logo eu entendi que houve um problema de incapacidade sistêmica do hospital. Se o médico me disse na quarta-feira, e a fonoaudióloga só soube na sexta-feira, onde foi que essa solicitação se perdeu? Não me interessa, e por isso, a partir da quarta-feira, comecei a pressionar todos os elos da cadeia hospitalar. Fui no Núcleo de Atendimento ao Cliente e fiz uma reclamação, e passei a ligar para todos os responsáveis, pelo menos para obter alguma resposta sobre a função que eles (naturalmente) deveriam desempenhar. Desde a reclamação que eu fiz, passei a ser ouvido pelos funcionários do hospital. Até então, eu parecia um fantasma do filme Ghost. Eu falava, falava, falava, mas estava morto. Os funcionários só escutavam os vivos. Enfim, felizmente eu tenho uma boa capacidade de aprendizado, e de observação, além de bons amigos, que me disseram que eu deveria pressionar bastante para que as coisas acontecessem, e foi o que ocorreu. Tenho certeza absoluta que se eu não tivesse feito essa pressão toda, com telefonemas constantes para me certificar em que pé estão as providências, e visitas mais, digamos, incisivas, o exame da mãe teria sido postergado para a semana que vem. E felizmente se realizou ainda nesta. Na sexta-feira, mas ainda nesta semana. A partir de agora, a pressão e cobrança da minha parte serão constantes.

Com relação ao tratamento com Vitamina D, ainda está parado, por ordem da Dra. Maira, e também pois estando internada a mãe está sob responsabilidade do hospital, e portanto eu não posso acompanhá-la no tratamento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário