quarta-feira, 16 de setembro de 2015

E pressão de novo

A mãe continua no hospital. Depois de sexta-feira passada, depois do videodeglutograma (o famoso exame do último post) a fonoaudióloga decidiu que deveriam dar líquidos com espessante e alimentos pastosos, em função de uma dificuldade de deglutição da mãe. Essa dificuldade na deglutição, parece muito com uma questão muscular, tipo os músculos da mãe, que fecham as válvulas que não deixam que o alimento chegue nas vias respiratórias, estão muito devagar. Assim como os braços, etc. Eu atribuo isso ao avanço da doença dela. Penso que esteja subindo pela medula espinhal. 
Essa, na opinião dos médicos, foi a causa da pneumonia. Ela deveria estar microaspirando (ou seja, alimento estava indo para as vias respiratórias) e isso criou secreção, que, em função de ela não ter força para expelir, acabou gerando a cultura de bactérias que criaram a infecção das vias respiratórias. 

Porém, eu solicitei na sexta-feira à tarde, à fonoaudióloga, que a mãe pudesse então se alimentar ainda no sábado, de modo que ela não ficasse todo o fim de semana sem receber alimentos via oral. Resultado: a mãe só recebeu alimentos via oral na segunda-feira. Então na segunda-feira pela manhã, depois de ter conversado com as enfermeiras no fim de semana, iniciei a ligar novamente a todos dentro do hospital. Liguei primeiro para a fono que fez o exame, que é a responsável pelas fono e tentei entender o que havia acontecido. Mais uma vez, o monstro burocrático entrou em ação. Tive que entender, que depois da fono, passava pela nutricionista, que passava pela enfermagem, e depois disso era o médico (que de acordo com as enfermeiras do fim de semana, não quis autorizar a dieta via oral para não passar por cima da competência das fonoaudiólogas) que deveria ter prescrito a dieta.

Assim, eu não entendi. O médico deveria ter prescrito, mas não prescreveu por que não queria passar por cima da competência das fono, que segundo ele, não prescreveram...

Fui ao SAC do hospital mais uma vez. Reclamei, mostrei o absurdo da situação, e sobretudo, o fato que é a segunda vez que eu tenho problemas desse tipo. Espero que não aconteça mais, mas estou sempre esperando que aconteça. Eu não confio mais em ninguém do hospital.

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